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Ritz Camera

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Why Your Camera Does Not Matter
- In Portuguese!
© 2006 Ken Rockwell

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Veja exemplos de câmeras de 150 e 5.000 dólares.

Por que será que com 60 anos de melhoramentos em câmeras, lentes, filmes, resolução e faixa dinâmica, ninguém consegue rivalizar com o que Ansel Adams fez lá nos anos 40?

Ansel nem mesmo tinha Photoshop! A maioria das tentativas nem chegou perto, algumas são boas, porém diferentes; como Jack Dykinga, mas nunca é a mesma coisa.

Por que será que fotógrafos carregados com os mais extraordinários equipamentos, que usam a internet para achar as coordenadas GPS exatas dos locais onde Jack ou Ansel fotografaram e saem de lá com uma imagem que deveria ser uma cópia exata (ilegal em vários países e pelo senso de decência), conseguem algo que pode parecer similar, mas ao qual falta todo o impacto e emoção do original que eles copiaram?

Não é brincadeira. Você pode achar um monte destes malucos aqui. Eles usaram astrônomos universitários para prever o momento em quase duas décadas no qual as condições seriam propícias e então 300 deles convergiram ao ponto exato. Eles nem acertaram nas nuvens, neve os sombras. Isto faria Ansel se revirar no túmulo. E, claro, eles não conseguiram nada do que queriam.

As fotografias mais impactantes vêm da inspiração, não da duplicação.

Por que será que, embora todo mundo ache que o Photoshop pode ser usado para transformar uma imagem ruim em uma obra-prima, mesmo depois de horas de massagem, esta imagem parece pior que quando se começou?

Talvez porque sejam somente o olhar, o talento e a paciência de um artista que fazem a imagem, não suas ferramentas. Até Ansel falou “O componente mais importante da câmera são aqueles trinta centímetros atrás dela”.

Leia na seqüência meu artigo sobre uma câmera que custa 150 dólares e por que ela faz fotos tão boas quanto uma câmera de 8000 dólares.

A câmera captura sua imaginação. Se não há imaginação, não há foto – só embromação. Da palavra “imagem” deriva a palavra “imaginação”. Não deriva de “acuidade” ou de “nível de ruído”. O trabalho de David LaChapelle é todo sobre sua imaginação, não sobre sua câmera. Preparar estes instantâneos loucos é a parte difícil. Uma vez feito isto, qualquer câmera poderia capturá-los. Se me derem a câmera de David LaChapelle, não vou conseguir nada do que ele faz, mesmo se me derem os mesmos modelos performáticos.

O único motivo pelo qual há uma lente gigantesca em minha página é para que eu não tenha que dizer “fotógrafo” ou “fotografia”. A lente torna isto óbvio muito mais rápido que as palavras. Para isto serve a comunicação visual: pensar muito para se fazer entender clara e rapidamente. Não uso aquela lente há anos.

As cópias de 13”x19” de edição limitada das séries tiradas por John Holmes em exibição no Museu Americano de História Natural são vendidas na Jen Bekman Gallery por US$ 650 cada. Elas foram feitas em uma D70.

Há uma porção de exposições vendendo fotos tiradas com Holgas por um bom dinheiro, este pessoal nem me contou sobre isso. Holgas são vendidas por US$14.95, novas em folha, aqui. Você pode ver uma foto vencedora de prêmio feita com uma Holga pendurada na Hemicycle Gallery do Museu de Arte Corcoran, em sua competição 2006 Eyes of History da Associação de Fotojornalistas da Casa Branca aqui.

Walker Evans disse uma vez “Sempre me perguntam que câmera usar. Não é a câmera, é o...” e ele batia na têmpora com o dedo indicador.

José, pai de Jesus (sic), construiu uma obra-prima: uma escada de madeira em uma igreja no Novo México em 1873; alguém quer saber que ferramentas ele usou? Procure o quanto quiser, você vai achar um monte de discussões catedráticas, mas nunca sobre as ferramentas.

Seu equipamento NÃO influi na qualidade da sua imagem. Quanto menos tempo e esforço você gastar se preocupando com o equipamento, maior o tempo e esforço que você pode empregar para conseguir grandes imagens. O equipamento certo somente torna isto mais fácil, rápido ou conveniente para chegar aos resultados que você precisa.

“Qualquer lente moderna é concebida para máxima definição nas maiores aberturas. Usar uma abertura pequena só aumenta a profundidade...” – Ansel Adams, Três de Junho de 1937, em resposta a Edward Weston, quando perguntado sobre sugestões de lentes, página 244 da autobiografia de Ansel. Ele fez imagens fantasticamente nítidas setenta anos atrás sem perder tempo se importando com a nitidez de suas lentes. Com setenta anos de aprimoramentos, nós faremos muito melhor nos concentrando em fazer fotos deslumbrantes que fotografando gráficos de teste. Claro que essas lentes de formato grande dos anos 30 e de hoje são um tanto lentas, por volta de f/5.6. Formatos pequenos e lentes digitais funcionam melhor cerca de duas aberturas abaixo.

Comprar equipamento melhor NÃO VAI melhorar sua fotografia. Por décadas eu pensei “se eu tivesse pelo menos aquela nova lente!” e todas as minhas necessidades fotográficas estariam satisfeitas. Não. Eu ainda quero aquela “lente a mais”, e tenho fotografado por mais de 30 anos. Há sempre uma nova lente. Supere isto. Veja “The Station” para uma explicação melhor.

A única função da câmera é não atrapalhar quando fotografar.

Ernst Haas comentou em um congresso em 1985:

Duas garotas de Nova Escócia fizeram um esforço enorme para estar lá. Elas eram grandes fãs da Leica, trabalharam em uma loja de câmeras, economizaram para comprar Leicas. Tinham Ernst em alto conceito por ser usuário de Leica (embora ele tivesse usado Nikon em suas fotos da Marlboro).

Depois de quatro dias de congresso, ele finalmente ficou cheio da adoração que aquelas garotas mostravam pela Leica e, no meio de uma discussão, quando uma delas fez outra pergunta sobre a superioridade da estabilização da Wetzlar, Ernst falou: “Leica, schmeica. A câmera não faz diferença nenhuma. Todas elas gravam o que você está vendo. Mas você precisa VER.”

Ninguém falou sobre Leica, Nikon, Canon ou qualquer outra marca de câmera pelo resto do congresso.

Ele também disse: “Melhor lente angular? Dois passos pra trás e ‘Olha o passarinho!’.”

(Esta anedota de Haas foi contada por Murad Saÿen, o famoso fotógrafo de Oxford, Maine – o qual pessoas veneram. Muitos dizem que ele surgiu das árvores como um cruzamento entre Eliot Porter e Henri Cartier Bresson. Eu encontrei pelo menos três páginas alegando ser a página oficial de Haas. Uma está aqui e a outra aqui.

Você pode ver algumas das melhores fotos do mundo aqui, feitas por um camarada que diz a mesma coisa aqui. Aqui tem outro tanto de dados que também confirmam porque ter mais lentes apenas faz fotos piores. Eu fiz estas fotos P/B com uma câmera de 50 anos comprada por 3 dólares que é mais primitiva que as descartáveis de hoje.

Andréas Feininger (Francês, 1905-1999) disse “Fotógrafos – idiotas, dos quais há tantos – dizem ‘Ah, se eu tivesse uma Nikon ou Leica, eu poderia fazer excelentes fotos’. Esta é a coisa mais estúpida que já ouvi na vida. Não há nada além de procurar, pensar e se interessar. É isso que faz uma boa fotografia. E então rejeitar qualquer coisa que seria ruim para a fotografia. Luz errada, fundo errado, tempo e assim por diante.

Todos sabem que carros não se dirigem sozinhos, que máquinas de escrever não escrevem romances por si só e que os pincéis de Rembrandt não pintavam por vontade própria. Então por que algumas pessoas inteligentes pensam que câmeras saem por aí e tiram fotografias sozinhas? O carro mais avançado, caro ou requintado não pode nem mesmo ficar na mesma pista da estrada por si só, muito menos levar você para casa. Não importa quão avançada seja sua câmera, você ainda precisa ser responsável por chegar ao lugar certo, no momento certo, apontar na direção certa para obter a foto que você quer. Todas as câmeras requerem ajustes manuais aqui e ali, independente do grau de avanço delas. Nunca culpe uma câmera por não saber tudo ou fazer a exposição errada ou por imagem embaçada.

Um bom motorista em um carro fuleiro como um Geo Metro pode escapar de uma caçada com vários carros da polícia em plena luz do dia. Leia esta aqui.

Aqui está como eu cheguei a esta descoberta:

Quando se fala de arte, seja música, fotografia, surfe ou qualquer outra coisa, há uma montanha a ser escalada. O que acontece é que, nos primeiros vinte anos, mais ou menos, que você estuda qualquer arte, você só sabe que se você tivesse o melhor instrumento, câmera ou prancha, você seria tão bom quanto os profissionais. Você gasta um monte de tempo se preocupando com o equipamento e tentando adquirir o melhor. Depois de vinte anos, você fica tão bom quanto os melhores do mundo e, um dia, quando alguém lhe pede um conselho, você tem uma epifania onde você percebe que nunca foi nada de equipamento.

Você finalmente percebe que o equipamento certo que você acumulou somente torna mais fácil conseguir o som ou a imagem ou a manobra, mas que você conseguiria a mesma coisa, talvez com um pouco mais de esforço, com a mesma gambiarra com a qual você começou. Você percebe que a coisa mais importante do equipamento é simplesmente não atrapalhar. Você então percebe também que se, ao invés de comprar equipamento, você tivesse gasto o tempo praticando, fotografando ou pegando ondas, você teria chegado onde queria, porém muito antes.

Eu conheci Phill Collins em uma filmagem em Dezembro de 2003. Há pessoas que reconhecem seu estilo quando ouvem. Naquele dia, alguém resolveu tocar a bateria dele quando ele não estava perto, entre as sessões e, adivinhe? Não soou como Phil Collins. Da mesma maneira, em uma bateria alugada, Phil ainda soa como Phil. Então, você ainda acha que é a bateria dele que dá aquele som?

Um fã de Michigan ensina a correr com carros em grandes circuitos. A filha de um dos estudantes quis ir aprender também. Ela deu um jeito e apareceu com um Chevy Cavalier. Ela bateu os outros estudantes, homens carecas de meia-idade com Corvettes e Porsches 911. Por quê? Simples: ela prestou atenção ao instrutor e foi suave e constante, e pegou os macetes certos, e não posou exibindo um monte de cavalos de potência para tentar vencer paciência e talento. Os caras ficaram de boca aberta, especialmente porque eles perderam para uma GAROTA, ainda por cima de 16 anos.

Claro, se você é um piloto profissional, você é bom o suficiente para precisar de qualquer pingo de potência a mais, e vai estar limitado pelo desempenho do carro, mas se você é como a maioria das pessoas, o carro, câmera, tênis de corrida ou o que quer que seja tem muito pouco a ver com seu desempenho, uma vez que você é o limitador, não as ferramentas.

Pegue qualquer virtuose que domina completamente suas ferramentas enquanto ele estiver longe dos patrocinadores e ele vai compartilhar isto com você.

Então, por que os artistas que você admira tendem a usar ferramentas elaboradas e caras, se a qualidade do trabalho é a mesma? Simples:

1. Boas ferramentas não atrapalham e tornam mais fácil chegar aos resultados que você quer. Piores ferramentas podem dar mais trabalho.

2. Elas são mais duráveis para pessoas que usam estas ferramentas o dia todo, todo dia.

3. Usuários avançados podem achar algum pequeno recurso conveniente. Estas conveniências fazem a vida do fotógrafo mais fácil, mas elas não fazem as fotos ficarem melhores.

Então por que eu mostro fotos de mim mesmo com uma lente gigante em minhas páginas? Simples: elas me poupam de dizer “Ken Rockwell, Fotógrafo”, que soa ridículo e toma mais espaço. A câmera gigante transmite a mensagem muito melhor e mais rápido, então eu posso só dizer “Ken Rockwell”.

Aqui estão fotos feitas por um cara das Filipinas – com uma câmera de celular!

Um último exemplo: eu comprei uma câmera usada que não focalizava direito. Voltei na loja algumas vezes para conserto, sempre voltando do mesmo jeito. Como artista, eu soube como compensar este erro, que era uma chateação, porque eu sempre tinha que dar um deslocamento manual no ajuste de foco. Em todo caso, fiz uma das minhas imagens preferidas enquanto estava. Esta imagem aqui ganhou todo tipo de prêmio e até foi pendurada em uma galeria de Los Angeles onde um Ansel Adams original saiu e esta imagem foi colocada. Tudo bem, depois minha imagem saiu e a de Ansel voltou. Lembre-se, a minha foi feita com uma câmera que foi devolvida à loja, que concordou que não tinha conserto.

O negócio daquela imagem é que fiquei por lá mais um tempo, enquanto todos os meus amigos partiram parra o jantar. Suspeitei que houvesse um extraordinário evento celeste (o céu magenta, exatamente como mostra a foto). Fiz uma exposição de 4 minutos com uma lente normal. Eu poderia ter feito com a mesma câmera de três dólares que fiz as imagens P/B aqui, e teria parecido a mesma coisa.

Por analogia, eu ocasionalmente recebo telefonemas e mensagens de ódio de caras (nunca mulheres) que discordam de minha escolha pessoal para ferramentas. Eles levam para o lado pessoal só porque prefiro algo diferente do que eles preferem. E quem se preocupa? Eles dizem que, bem, eles provavelmente ainda não atravessaram a montanha e ainda pensam que qualquer ferramenta tem um nível absoluto em “ser bom”, independente da aplicação. Eles consideram ferramentas como extensões físicas de seus corpos, então, é claro que tomam como pessoal se eu faço graça de certa ferramenta como não sendo boa para o que estou fazendo. Por exemplo, os colecionadores de Leica aqui têm um problema sério com esta página. Todo equipamento tem diferentes valores dependendo do que você quer fazer com ele. O que é excelente para você pode não ser para mim, e vice-versa.

Quase qualquer câmera, independente de quão boa ou ruim seja, pode ser usada para criar imagens deslumbrantes para capas de revistas, vencedoras de concursos de fotos ou serem penduradas em galerias. A qualidade da lente ou da câmera não tem quase nada a ver com a qualidade das imagens que ela pode produzir.

Você provavelmente já tem todo o equipamento que precisa, se você aprender a tirar o melhor dele. Melhor equipamento não vai fazer melhores fotos para você, uma vez que o equipamento não pode fazer de você um melhor fotógrafo.

Fotógrafos fazer fotos, não câmeras.

É triste como poucas pessoas notam isto, e perdem todo o tempo culpando seu equipamento por resultados ruins, ao invés de perder este tempo aprendendo como ver, manipular e interpretar a luz.

Comprar novas câmeras vai garantir que você tenha os mesmos resultados que você sempre teve. Estudo é a maneira de tirar melhores imagens, não a câmera.

Não bote a culpa da falta de qualquer coisa em suas fotos no equipamento. Se você duvida, vá a um bom museu ou veja um livro de história da foto e veja a esplêndida qualidade técnica que as pessoas tinham há 50 ou 100 anos atrás. A vantagem do equipamento moderno é a conveniência, NÃO a qualidade da imagem. Vá às imagens P/B na minha Galeria do Vale da Morte.  Parecem nítidas? Elas foram feitas com uma câmera de foco fixo, exposição fixa de 50 anos, pela qual paguei 3 dólares. Esta câmera é mais primitiva que as descartáveis de hoje.

Já fiz imagens técnica e artisticamente maravilhosas com uma câmera de 10 dólares que comprei na Goodwill, e já consegui um monte de porcaria com lente de $10.000 na minha Nikon.

O grande Edward Steichen fotografou Isadora Duncan na Acrópole de Atenas em 1921. Ele usou uma Kodak emprestada do maître do hotel. As fotos, claro, ficaram excelentes. Steichen não levou sua própria câmera porque o plano original era trabalhar somente com equipamento de filmagem. Esta imagem estava em exposição no Whitney em 2000-2001.

Você precisa aprender a ver e a compor. Quanto mais tempo você perde com o equipamento, menos tempo tem para empregar criando boas imagens. Preocupe-se com as imagens, não com o equipamento.

Todos sabem que a marca da máquina de escrever (ou habilidade para consertar aquela máquina) não tem nada a ver com a habilidade de compor um romance inspirador, embora uma máquina de escrever torne a tarefa um pouco mais prazerosa. Então por que pessoas razoáveis em outras ocasiões pensam que o tipo de câmera, o conhecimento íntimo das velocidades de obturador, desenho das lentes ou tecnologia da câmera tem qualquer coisa a ver com a habilidade de criar uma foto interessante, além da conveniência ao fotógrafo?

Da mesma maneira que é preciso saber usar uma máquina de escrever para compor um escrito, precisa-se saber como operar a máquina fotográfica para fazer fotos, mas esta é uma parte minúscula do processo. Você faz alguma idéia de que marca de computador ou programa uso para criar o que você está lendo agora? Claro que não, a não ser que você leia a página sobre mim. Tem importância para mim, mas não para você, o leitor. Da mesma forma, ninguém vendo fotos pode dizer ou quer saber que câmera você usou. Simplesmente não importa.

Saber como fazer alguma coisa é completamente diferente de fazer, muito menos fazer bem.

Todos nós sabemos tocar piano: só aperta as teclas e pedais aqui e ali. A habilidade para tocar, mais ainda a habilidade em misturar emoções em quem ouve você tocar, é um problema totalmente diferente.

Não parta do princípio que o equipamento mais caro é o melhor. Ter câmera demais é a melhor maneira de fazer as piores fotos.

As câmeras e lentes mais caras não fazem nada significantemente melhor pelo aumento estúpido de preço.

Quer ver resenhas de grandes câmeras? Veja JunkStoreCameras.com para resenhas de experts.

 

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